Como Lamen é a comida típica do otaku, eis que trago sua história.
Antes de começar devo informar aos menos preparados que no Japão existe o Museu do Lamen (site em japonês) onde o visitante pode saborear os vários sabores de diversas regiões do Japão, mas tem que pagar por cada lamen que quiser comer, que custa entre 700 ienes e 1.200 ienes. É o primeiro parque de entretenimento de comida rápida inventado.O cenário do museu é do ano de 1958 que lembra a época antiga do Japão onde é possível conhecer a história do lamen. Pode-se levar um “kit lamen”, para o cliente poder saborear em casa. *-* Quem não iria se esbaldar nesse lugar? Eu iria. u.u/
Comer Lamen é muito bom, além de ser rápido e muito prático. No japão a facilidade é maior pois alguns são preciso apenas despejar um pouco de água quente dentro da embalagem e três minutos, tcharans! Já está pronto! Na Liberdade é possível encontrar essas enormes embalagens japonesas, mas em sua maioria são sempre caras... =.=' (Eu comprei uma só pra dar o gosto... Mas seria uma a cada vez que passo lá, e pode ter certeza que não vou sempre...o.ov)
Por ser uma comida rápida e gostosa os japoneses sempre se esbaldam nela, existe uma casa de lamen a cada dez metros lá! Você vira a esquina de sua casa e lá está a casinha cheirando a macarram...*-*v Uma maravilha oriental, simplesmente! Então vamos à história:
Eu retirei a reportagem do site Made in Japan =) - Para maiores informações entre!
Lámen, comida para o mundo
Conheça a história do tradicional macarrão japonês, hoje um símbolo reconhecido em todo o planeta
Em um único dia, 234 milhões de pessoas no mundo matam a fome em apenas três minutos, tempo necessário para preparar um lámen instantâneo, símbolo do fast food japonês - e por que não - da própria cultura pop. Sua simplicidade e praticidade garantiram-lhe o imponente título de invenção mais importante do século 20, segundo uma pesquisa do Fuji Institute.
No Brasil, o produto ficou conhecido como miojo devido à marca de mesmo nome, produzido inicialmente pela Ajinomoto e, mais tarde, pela Nissin, devido a uma sociedade entre as duas empresas. No Japão, a Nissin Products foi presidida por Ando até um ano antes de sua morte.
Show no preparo

No lamenya, como é chamado o restaurante onde se pode provar os mais saborosos lámens, cada cozinheiro tem uma técnica diferente para preparar o prato.

É um “show” à parte enquanto o macarrão não fica pronto.

Reza a tradição que, se demorar para comer, o macarrão pode passar do ponto, ficando muito mole e perdendo a consistência ideal.
Evolução
O hábito de comer o lámen já faz parte da vida dos japoneses desde o século 17. O primeiro lámen feito no Japão foi preparado por um cozinheiro chinês para o samurai Mito Komon. Mas só depois de sofrer adaptações é que o macarrão caiu para sempre no gosto popular. Hoje existem até grupos de fãs chamados Ramen Kenkyuukai.
Como o preparo é diferente em cada província, os fanáticos percorrem o país para experimentar as versões regionais. Alguns conseguem identificar até os temperos usados no macarrão, que possui características próprias e condimentos únicos. No início do século 20, o lámen já era comercializado na rua por vendedores que pilotavam carrinhos de madeira, que deram lugar às vans nos dias de hoje. Atualmente, existem cerca 30 mil barraquinhas de lámen espalhadas pelas ruas do país – sem contar os restaurantes.
Consumi ruidoso
Um ocidental que entra em um lamenya (restaurante especializado em lámen) é capaz de ficar escandalizado - ou cair na gargalhada - com a sinfonia desafinada dos clientes. É uma regra fazer barulho para sorver o macarrão. Isso ocorre porque o lámen deve ser consumido muito quente para realçar o sabor.
Invenção
Tamanha unanimidade fez com que o Japão tenha não apenas um, mas dois museus temáticos de lámen. Um deles fica em Ikeda, terra natal do criador do lámen, Momofuku Ando, e recria as etapas que o levaram a elaborar seu consagrado invento no final dos anos 50.
Seu mérito foi aproveitar um produto de inegável apelo popular, mas que exige tempo de preparo, e transformá-lo em um astro mundial instantâneo. Hoje, o mercado de macarrão instantâneo é um dos setores mais concorridos da economia japonesa. Cerca de 600 novos produtos são lançados anualmente no país.
A concorrência acirrada no segmento não vem de hoje. No início da década de 70, Ando revolucionou, novamente, o mercado com a criação de uma das variedades de maior sucesso até hoje: o Cup Noodles. Em pouco tempo, novos concorrentes entraram na disputa do mercado do lámen instantâneo.
Estima-se que só no Japão, sejam consumidos 5,44 bilhões de lámens instantâneos por ano. Isso quer dizer que cada japonês come o prato pelo menos uma vez por semana. É por isso que as lojas de conveniência fornecem água quente em garrafas térmicas. Assim, é possível o cliente prepará-lo na hora - e comer em pé.
A invenção ultrapassou as barreiras culturais e se firmou como um dos pratos mais populares de todos os tempos. “Faça comida para o mundo”, era um dos lemas de Ando. Uma das explica ções para sua enorme disseminação é que sua primeira versão era preparada, exclusivamente, com o tempero de galinha (chikin ramen).
Dessa forma, o macarrão contornou os tabus religiosos quando introduzido em diferentes países. “Hindus não comem carne de vaca e muçulmanos são proibidos de comer porco, porém não há uma única cultura ou religião que proíba o consumo de galinhas”, disse. O maior mercado consumidor do produto é a China, que responde por quase metade do macarrão instantâneo consumido no planeta.
Dos 15 países que mais consomem lámen, somente o Japão, os EUA e a Coréia do Sul – respectivamente na 3ª, 4ª e 5ª posições – são desenvolvidos. O restante é de países pobres ou em desenvolvimento (como o Brasil, em 10º lugar, com 12 milhões de unidades anuais). Em muitos casos, o lámen sofre mudanças para se adaptar ao gosto ou à cultura local.
No Brasil, por exemplo, a Nissin introduziu o lámen de caldo de feijão. A última barreira quebrada pelo lámen foi sua chegada ao espaço. Em julho de 2005, a empresa produziu um macarrão especial para ser consumido pelo astronauta Soichi Noguchi, durante uma missão da nave “Discovery”.
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